31 março 2006

Rolhas de cortiça ajudam a combater cancro

A cortiça é um bom vedante, traz benefícios para a saúde e ajuda a combater o cancro, segundo um estudo realizado pelo Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação.
Numa altura em que a rolha de cortiça tem sido alvo de descriminação negativa face às rolhas sintéticas, um estudo demonstrou que a cortiça influencia positivamente o vinho, ao contrário dos vedantes sintéticos.
A Associação de Industriais e Exportadores de Cortiça da delegação regional Baixo Alentejo e Algarve, no âmbito do Projecto SUPERMED, desenvolveu o estudo de investigação, levado a cabo pelo INETI – Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação, I.P.
Estudos feitos por vários investigadores demonstraram que alguns componentes da cortiça com interesse para a evolução do vinho podem migrar para este, nomeadamente compostos orgânicos voláteis responsáveis por odores e sabores.
Para além destes aspectos os polifenóis que passam da cortiça para o vinho também possuem efeitos benéficos para a saúde, por possuírem uma acção antioxidante que reduz os riscos cardiovasculares e aumenta os benefícios em relação a certas doenças degenerativas.
Além de todos estes factores, os investigadores do INETI acabaram de demonstrar que quando a cortiça contacta com o vinho, os elagitaninos existentes na cortiça (nomeadamente um designado por vescalagina) reagem com as catequinas existentes no vinho, produzindo, entre outros compostos, a acutissimina A, que é um agente antitumoral cerca de 250 vezes mais potente do que um dos mais correntes fármacos anticancerígenos utilizado clinicamente.
Assim, para além de vedar o vinho como os outros vedantes concorrentes, as rolhas de cortiça possuem efeitos benéficos para o vinho e, mais importante ainda, para a saúde dos consumidores.

28 março 2006

Governo apresenta Simplex 2006

Não serão medidas a mais?

Vós que lá do vosso império
prometeis um mundo novo,
calai-vos, que pode o povo
qu'rer um mundo novo a sério.
António Aleixo


São 333 medidas e prevêem a atribuição de um endereço electrónico a cada cidadão e a publicação do Diário da República na Internet.

O Governo anunciou ontem, no CCB, um pacote de medidas denominado Simplex 2006, com vista à desburocratização da Administração Pública.

O pacote de medidas contempla os mais diversos sectores: do Fisco (com declarações de IRS pré-preenchidas) à educação (fim da renovação de matrículas para alunos que se mantêm na mesma escola); das empresas (constituição de empresas e marcas através da Internet), à Segurança Social (consulta de dívidas on-line); da Saúde (marcação de consultas em hospitais via Web) à imigração (substituição de nove títulos por um único).

José Sócrates, primeiro-ministro de Portugal, classificou o Simplex 2006 como o princípio do fim da Administração Pública «desconfiada de tudo e de todos».

25 março 2006

Mudança da Hora

Relógios adiantam uma hora no próximo domingo

Na madrugada do próximo domingo, dia 26 de Março, termina o horário de Inverno. Os relógios deverão ser adiantados uma hora (às 01:00 serão 02:00), em cumprimento da directiva comunitária que rege a denominada Mudança de Hora e que afecta todos os Estados-membros da UE.

A mudança de hora começou a generalizar-se, embora de forma desigual, a partir de 1974, quando se produziu a primeira crise do petróleo e alguns países decidiram adiantar os seus relógios para poder aproveitar melhor a luz do sol e consumir assim menos electricidade em iluminação.
A Mudança de Hora é aplicada como directiva desde 1981 e tem vindo a ser renovada sucessivamente em cada quatro anos.

22 março 2006

Exploração de petróleo no Algarve

A futura exploração de petróleo na costa algarvia vai ser tema de debate no Instituto Universitário D. Afonso III (INUAF). Peritos, empresários e políticos vão dar corpo ao colóquio, no próximo dia 5 de Abril.
O colóquio será devido em dois painéis, o primeiro será constituído pelos Engenheiros Baganha Fernandes e Nelson Sousa, peritos em marés negras, Patrick Monteiro de Barros, empresário internacional, Elidérico Viegas, presidente da direcção da AHETA e a empresa concessionada REPSOL YPF. Ramiro Santos, jornalista da TSF será o moderador.
O segundo painel conta com a participação de Campos Correia, presidente da CCDR-Algarve, dos deputados da Assembleia da República José Mendes Bota e Hugo Nunes e pelo vice-presidente da AMAL, Seruca Emídio. Conceição Branco, directora do Observatório do Algarve e jornalista do jornal Expresso vai moderar este debate.
Em cima da mesa está a exploração de petróleo na costa algarvia. O Governo vai atribuir a concessão de dois blocos de exploração de gás ao largo do Algarve a um consórcio formado pela espanhola Repsol (75%) e a alemã RWE (25%).
A concessão visa a exploração de gás nos blocos 13 e 14 do Sotavento algarvio, enquanto a revista Exame refere que a concessão de exploração petrolífera já foi autorizada por um despacho interno do Ministério da Economia que apenas espera formalização do secretário de Estado adjunto da Indústria e Inovação.
A publicação mensal noticia que os blocos 13 e 14, localizados a 200 metros de profundidade, vem retomar o concurso de exploração de hidrocarbonetos na costa portuguesa, que teve início em 2002, com a vitória do consórcio Repsol e RWE, mas foi interrompido em 2003, por decisão do então ministro da Economia, Carlos Tavares.
De acordo com a mesma fonte, o governante entendeu ter havido má condução do processo por parte da entidade responsável, o Instituto Geológico e Mineiro (IGM), mas nunca chegou a proceder à anulação formal do concurso.

O Petróleo
Ainda que se tenha formado há milhares de anos, somente se começa a utilizar há uns 200 anos.
O petróleo é uma substância oleosa de cor escura composta de hidrogénio e carbono, a que se dá o nome de hidrocarboneto. Pode achar-se no estado líquido ou no estado gasoso. No estado líquido é chamado “crude”, e no estado gasoso, gás natural.
A origem é do tipo orgânico e sedimentar. Formou-se em resultado de um complexo processo físico-químico no interior da terra, que, devido à pressão e às altas temperaturas, decompõem-se as matérias orgânicas que estavam formadas especialmente por fitoplâncton e zooplâncton marinhos, assim como matéria vegetal e animal, que se foram depositando no passado, nos leitos de grandes lagos, mares e oceanos. A isto uniram-se rochas e mantos de sedimentos. Ao longo do tempo esta sedimentação transformou-se em petróleo e gás natural.
Em 1852, o físico e geólogo canadiano Abraham Gessner registou uma patente para conseguir do petróleo “crude” em combustível para lanternas, o querosene.
Em 1955, o químico americano Benjamim Silliman publicou uma lista sobre os derivados úteis que se poderiam obter pela destilação do petróleo.
A industria petrolífera começa em 1859, quando Edwin Drake perfurou o primeiro poço para extrair petróleo, com a finalidade de obter querosene em abundância para a iluminação. Na Rússia perfuram-se os primeiros poços entre 1806 e 1819. no Canadá e na Alemanha começam as perfurações em 1857.
Foi comercializado pela primeira vez em 1850, quando Samuel Kier, um boticário de Pittsburg, Pennsylvania, vendia-o com o nome de “óleo de rocha” ou “petróleo”.
A seguir começou a expandir-se a industria do petróleo, que foi avançando cada vez mais até se converter em elemento essencial para o desenvolvimento industrial e económico actuais.
Os principais produtores são o Reino Unido, Noruega, México, Rússia e Estados Unidos, que é o maior consumidor. Os países árabes têm uma grande reserva petrolífera, que está na mira dos países “desenvolvidos”.
O petróleo constitui uma das mais importantes matérias primas que se negoceiam, com preços regulados internacionalmente.
Encontra-se no subsolo de certas zonas da terra, a diferentes profundidades.
A perfuração realiza-se com equipamento integrado, constituídos por torres de perfuração, tubagens, brocas, sistemas de bombagem e claro, força motriz para perfurar.
O petróleo possui uma grande variedade de compostos, que faz com que se realizem mais de 2000 produtos.
O petróleo pode classificar-se em parafínico, naftalínico, asfáltico e aromático.
Os derivados são combustíveis e petroquímicos, como o polietileno. Citam-se entre outros: gasolina, querosene, gasóleo, gás propano, benzina, fuel oil, disolventes, asfalto, polietileno, ceras, parafinas, naftas, gás natural, benzeno.
Estes combustíveis causam contaminação na produção, no transporte e pelo uso, já se tem alertado sobre os perigos da chuva ácida, o efeito de estufa e os derrames nos mares e oceanos.

20 março 2006

O preço da água vai disparar no Algarve

Na composição da água entram dois gases: duas partes de hidrogênio (símbolo: H) e uma parte de oxigênio (símbolo: O). A fórmula química é H2O.
Três quartos da superfície da Terra são recobertos por água. Trata-se de quase 1,5 bilião de km³ de água em todo o planeta, contando oceanos, rios, lagos, lençóis subterrâneos e icebergs. Parece inacreditável afirmar que o mundo está prestes a enfrentar uma crise de abastecimento de água. Mas é exatamente isso o que está para acontecer, pois apenas uma pequeníssima parte de toda a água do planeta Terra serve para abastecer a população.
Vinte e nove países já têm problemas com a falta d'água e o quadro tende a piorar. Uma projeção feita pelos cientistas indica que no ano de 2025, dois de três habitantes do planeta serão afetados de alguma forma pela escassez – vão passar sede ou estarão sujeitos a doenças como cólera e amebíase, provocadas pela má qualidade da água. É uma crise sem precedentes na história da humanidade. Em escala mundial, nunca houve problema semelhante. Tanto que, até 30 anos atrás, quando os primeiros alertas foram feitos por um estudo da Organização das Nações Unidas (ONU), ninguém dava importância para a improvável ameaça.


A edição desta segunda-feira do jornal “Público” revela que a Assembleia Municipal de Loulé discute hoje uma proposta de subida das tarifas da água de 25 por cento acompanhada de um aumento de 100 por cento na taxa de saneamento.
Apesar de estes aumentos, realça o diário, o município de Loulé não faz parte do grupo de concelhos que mais cobram aos consumidores. Tomando como referência um agregado familiar com um consumo de até 15 metros cúbicos por mês, Tavira surge como o concelho que cobra a água mais cara (1,12 euros por metro cúbico).
Macário Correia, presidente da Câmara Municipal de Tavira e da Junta Metropolitana do Algarve, justifica as actualizações substanciais dos preços com a necessidade de fazer face aos investimentos efectuadas nas infra-estruturas de distribuição e tratamento de água.

17 março 2006

Snobes e elitistas

Artigo do Jornalista Pedro Maia, publicado em 20Fev06 no Observatório do Algarve, continua actual pela sua pertinência, pois este tipo de atendimento já é antigo em Faro e parece que vai continuar, ou rebentar, se é que já não rebentou!

Não me sinto à vontade a fazer compras em certos espaços do comércio da baixa de Faro. Não gosto do atendimento impessoal, snobe e elitista, quando deveria ser precisamente o contrário. Há lojas onde os empregados soltam esgares depreciativos ao verem os clientes. Abeiram-se das pessoas em milésimos de segundo, soltando o tradicional 'se-precisar-de-ajuda-é-só-dizer'.

Posso precisar. Agradeço a boa-vontade. Mas prefiro estar descontraído a ver os artigos. E o que não gosto é de estar entretido a ver roupa, calçado, livros ou outra coisa qualquer com um empregado na minha perna, tipo segurança pessoal.

Aconteceu-me três vezes, num só dia. Loja de desporto: entro em direcção à prateleira das sapatilhas e lá vem o 'se-precisar-de-ajuda-é-só-dizer', logo contrabalançado com o não menos tradicional 'estou-só-a-dar-uma-vista-de-olhos'.

E ali ficou a empregada. Especada, a um metro de distância, com um sorriso forçado nos lábios e de mãos atrás das costas. Parecia um manequim de montra a fitar o cliente.

Não perdi três minutos a ver sapatilhas. Metros adiante, incursão pela loja de roupa de um hugo-que-é-chefe. Passava revista nas camisolas em saldo, quando me apercebo de passos lentos e subtis na minha direcção, ao estilo de uma película de suspense Novamente uma mulher. Não soltou uma única palavra. Limitou-se a existir e a respirar no silêncio profundo, a escassos centímetros da minha presença. Ficamos ali os dois. Parecíamos um casal de namorados zangado.

Ainda olhei para trás para ver se havia reacção, uma expressão, um movimento… nada. Nem o 'se-precisar-de-ajuda-é-só-dizer'. Assim não levou com o 'estou-só-a-dar-uma-vista-de-olhos', mas antes com um 'boa-tarde', já ao pé da porta, logo respondido com um 'volte-sempre'.

Volto, volto, pensei. Quando for a Lisboa ou ao Porto logo vejo as modas do hugo. Ali não o faço mais.

Há dias maus e dois casos não se transformam em regra, a menos que se confirme o terceiro e então pode tratar-se de um sintoma de que algo vai mal. Depois das aventuras nas sapatilhas e nas camisolas, procuro calçado, outra vez em plena Rua de Santo António. Numa das lojas do manuel, que também é antónio, não vejo empregado ou empregada.

Ufa. Finalmente posso estar à vontade e ver o que me apetece sem ser alvo de caçadeira ocular. Se precisar de ajuda, chamo alguém quando bem entender.

Estava tudo a correr lindamente, vai daí que surge um homem baixinho ao pé do balcão. Caíu do céu. Nem 'bom-dia', nem 'boa-tarde', nem 'se-precisar-de-ajuda-é-só-dizer'. Apenas um murmúrio do género 'hummm, hummm' (não sei escrever de outra forma e por isso peço desculpa ao leitor), cujo significado era: 'olha-que-fiz-isto-só-para-saberes-que-estou-aqui'.

Que estás aí acabei eu de ver. Mas que diabos! Onde vão desencantar estas pessoas educadas e atenciosas?

Salvo raras e boas excepções, os empregados tem má cara e tiques superioridade.

Onde está o suposto atendimento personalizado, a boa educação e a simpatia? Não é o comércio tradicional que diz ser isso tudo e muito mais, em oposição aos centros comerciais?

Em muitas lojas não é. Das duas uma: ou esses comerciantes apostam em formação para os empregados, suavizando-lhes o trato e retirando-lhes os vícios, ou as grandes superfícies comerciais continuam a ganhar adeptos.

Depois queixam-se do êxodo de clientes e das dificuldades para manter o negócio aberto. Pudera...

16 março 2006

Faro na rota do comércio pela internet

O primeiro-ministro, José Sócrates, pretende modernizar o comércio tradicional através da troca de serviços e produtos pela Internet. O projecto Megarede arranca em Abril e Faro vai ser um dos quatro distritos com lojas-piloto.

O comércio tradicional vai sofrer uma "modernização tecnológica" com a chegada da maior rede de lojas do país, através da comercialização de serviços e produtos através da Internet - a "Megarede", anunciou o primeiro-ministro.

José Sócrates defendeu que a "ambição" deste projecto - "Webização da Comunidade Comercial" - passa por modernizar o pequeno comércio, criar valor e proporcionar-lhe uma nova atitude de concorrência e competição, combatendo a infoexclusão".

O projecto tem um investimento total de 54 milhões de euros e foi promovido pela CCP - Confederação do Comércio e Serviços de Portugal e desenvolvido em cooperação com a Portugal Telecom.

O objectivo deste primeiro projecto privado aprovado pelo Plano Tecnológico do Governo passa por fomentar a dinamização e revitalização do chamado comércio tradicional, através da venda de novos serviços e produtos que vêm complementar a actividade tradicional dos estabelecimentos comerciais, com recurso a tecnologias e redes assentes na Internet.

Com a marca comercial MegaRede e com um capital inicial de 1,16 milhões de euros, o projecto definiu como meta chegar a 600 estabelecimentos até ao final de 2006 e a 5.000 nos próximos cinco anos.

Os pontos de venda aderentes, identificados com o logótipo MegaRede, serão dotados de um terminal multifunções que permite o acesso à Internet no ponto de venda, levando para dentro do estabelecimento comercial operações normalmente realizadas na rua, como pagamentos de serviços, compra de bilhetes, viagens ou pedidos de certidões, marcação de consultas, entre outros.

A MegaRede, propriedade da entidade gestora do projecto - Entigere -, tem três destinatários: retalhistas, parceiros e consumidores finais.

Para os clientes e consumidores, a mais-valia é a possibilidade de acesso a operações electrónicas assistidas e personalizadas, em locais de passagem ou de permanência habitual, como quiosques, restaurantes, tabacarias, cafés e supermercados.

A MegaRede arranca em Abril com 10 lojas-piloto, nos distritos de Faro, Coimbra, Braga e Lisboa, onde serão disponibilizados cerca de 30 produtos e serviços, graças aos protocolos estabelecidos com 23 parceiros. (in Observatório)

14 março 2006

Concerto Orquestra do Algarve na UALG

Dia 17, sexta-feira
UALG (Grande Auditório de Gambelas)
21h30

1ª Parte
J. Strauss Jr. (1825-1899)
Abertura de O Morcego

J.D. Bomtempo (1771-1842)
Sinfonia Nº 1
I. Largo – Allegro vivace
II. Menuetto
III. Andante sostenuto
IV. Presto

2ª Parte
F. Schubert (1797-1828)
Sinfonia Nº 3 em Ré Maior, D. 200
I. Adagio maestoso – Allegro con brio
II. Allegretto
III. Menuetto: vivace
IV. Presto vivace

Maestro Osvaldo Ferreira

13 março 2006

Banda Larga

O Governo manifestou esta segunda-feira a sua preocupação com a qualidade do serviço de Internet prestado pela TV Cabo e pela Cabovisão através de uma nota enviada à comunicação social. Em causa está o elevado número de reclamações dos consumidores relativamente às duas empresas.

O gabinete do secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor refere que ouviu a Autoridade Nacional das Comunicações (Anacom) sobre o assunto e convocou os responsáveis da TV Cabo e da Cabovisão para transmitir a preocupação do Governo pela debilidade do serviço prestado pelas duas empresas, bem como a necessidade de dar uma “rápida resposta às dificuldades sentidas pelos consumidores”.

O Governo sublinha que o deficiente serviço “compromete os objectivos governamentais ao nível da concretização do Plano Tecnológico relativamente “à qualificação dos portugueses para a sociedade de informação”, acrescentando que vai actuar sobre as duas empresas caso os problemas comunicados pelos consumidores não sejam solucionados rapidamente. (in CM)

10 março 2006

Prémio Jovem Arquitecto Paisagista

Dina Horta e Luís Loures, licenciados em Arquitectura Paisagista pela Faculdade de Engenharia de Recursos Naturais (FERN) da Universidade do Algarve, foram premiados com o segundo lugar no concurso "Prémio Jovem Arquitecto Paisagista 2006".

A entrega do prémio, promovido pela UrbaVerde, teve lugar no passado dia 2 na Feira dos Profissionais dos Espaços Verdes e do Equipamento Urbano. O galardão tem como objectivo promover o reconhecimento público do trabalho de arquitectos paisagistas portugueses e destina-se a estudantes de arquitectura paisagista e a jovens arquitectos paisagistas até aos 30 anos.

A edição deste ano, subordinada ao tema "Reabilitação de espaço público - espaço linear", contou com a participação de 37 concorrentes de todo o país. Todos os participantes receberam diplomas de participação no Prémio UrbaVerde/Vibeiras.

Dina Horta e Luís Loures apresentaram o projecto intitulado "Património Humano" e foram premiados com o segundo lugar. O primeiro lugar foi atribuído a Miguel Sousa que apresentou um trabalho com o título "Entre Águas".

O júri foi constituído por um representante da Câmara Municipal de Lisboa, por um representante da Vibeiras e por representantes das 6 universidades que leccionam o curso de Arquitectura Paisagista em Portugal. (in R. Sul)

05 março 2006

Ecovia concluída dentro de um ano

Pedalar de Sagres a Vila Real de Santo António numa via própria para bicicletas vai ser realidade dentro de um ano. A Ecovia do Litoral vai atravessar doze concelhos algarvios e custará cerca de dois milhões de euros.

Integrada na rede europeia das Vias Verdes, a ecovia do Algarve vai ter uma extensão de 214 quilómetros, num percurso contínuo entre Vila Real de Santo António e Sagres. Na opinião do presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, «o projecto traz impactes ambientais bastante positivos».

José Campos Correia referiu que a maioria dos troços não se faz por construção mas pela «recuperação de caminhos e trajectos localizados em áreas naturais, nomeadamente a zona das salinas e as plataformas férreas desactivadas».

A juntar às ecovias, serão criadas infra-estruturas de apoio ao longo dos percursos. Esta oportunidade poderá abrir portas a um turismo alternativo ao balnear: «o turismo ambiental não se limita à sazonalidade do turismo sol e praia. São turistas preocupados com o ambiente, com o uso do território, e os promotores turísticos poderão desenvolver este mercado, criando condições logísticas», sublinha.

No final de 2006, estará concluída a primeira fase do projecto, que envolve a participação dos 12 concelhos litorais, numa parceria entre a CCDR Algarve, a Grande Área Metropolitana do Algarve e o Instituto de Conservação da Natureza.

A segunda fase, que se vai desenvolver em Alcoutim, Aljezur e Monchique, três concelhos do interior algarvio, avança em 2007. O investimento é de três milhões de euros. O quilómetro zero foi lançado este sábado em Sagres, Vila do Bispo, no Cabo de São Vicente. De acordo com o presidente da Junta Metropolitana do Algarve (AMAL), Macário Correia, há condições para que, em Setembro, já existam alguns traçados construídos e prontos para receber quem goste de andar de bicicleta ou passear a pé.

“Daqui a um ano já estarão todos os troços terminados”, garantiu o responsável no acto de inauguração do projecto, uma via que vai percorrer 214 quilómetros em toda a região, na maioria das vezes junto ao litoral.
A cerimónia de lançamento da primeira pedra foi acarinhada pelo secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, João Ferrão, que fez questão de sublinhar o “excelente exemplo de cooperação” entre as diversas instituições e autarquias envolvidas.

Enquanto uns concelhos estão mais adiantados, tendo já lançado o concurso para concepção e construção ciclovia, outros ainda estão a discutir qual o trajecto ideal para a passagem da mesma. Faro e Olhão são os dois municípios onde ainda existe alguma indefinição em torno do projecto, até porque o traçado passará junto à Ria Formosa e encostado à via férrea.

Todo o processo está a ser coordenado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional e pela AMAL.

04 março 2006

Universidade do Algarve abre-se ao exterior

Semana Aberta entre 11 e 18 de Março


A Universidade do Algarve (UALG) vai promover, entre os dias 11 e 18 de Março, mais uma Semana Aberta, destinada a dar a conhecer aos visitantes, sejam eles alunos, pais, educadores ou empresários, "o que de diferente se faz no espaço universitário".

Estão agendadas diversas actividades, que vão desde informação sobre os cursos, exposições, palestras, conferências, tertúlias a actividades desportivas.

Nesse contexto, a Escola Superior de Educação (ESE), em conjunto com o curso de Ciências da Comunicação, promove no dia 13 de Março a conferência "As televisões de proximidade: Um modelo alternativo de comunicação", com a presença do jornalista Pedro Coelho, a partir das 14:00 horas, no anfiteatro Paulo Freire, da ESE.

O programa das diversas actividades na Semana Aberta da Universidade do Algarve está disponível em http://www.ualg.pt/gre/semanaaberta2006.htm.

03 março 2006

Companhia Lisboa Ballet Contemporâneo em Faro

Dinamismo e contemporaneidade vão subir ao palco do Teatro Municipal de Faro com a estreia de quatro bailados da Companhia Lisboa Ballet Contemporâneo, dias 3 e 4 de Março.

Uma multiplicidade de registos coreográficos, um verdadeiro desafio para os sentidos fazem parte da estreia da temporada da Companhia Lisboa Ballet Contemporâneo.

Quatro bailados juntam uma variedade de dinâmicas a cargo dos bailarinos Alessandra Cito, Ana Santos, Ângela Eckart, Débora Queiroz, Isadora Ribeiro, Hugo Martins, Nino Gomes, Marcelo Magalhães. O espectáculo conta ainda com a participação especial de Benvindo Fonseca.

Em palco vão estar os bailados “Ela… Veronika!”, com uma coreografia de Gagik Ismailiam, “Dreamland”, com uma coreografia de Bárbara Griggi. Em “Renacê” e “Castañeda”, as coreografias estão entregues a Benvindo Fonseca.

O espectáculo tem uma duração de duas horas e vai estar em palco nos dias 3 e 4 de Março, às 21h30. O preço dos ingressos é 16 euros. (in OA)

01 março 2006

Algarve vai estudar sismos e tsunamis

O Dia Mundial da Protecção Civil é hoje celebrado em Faro com a assinatura de um protocolo para estudar os riscos sísmicos e de maremotos na região algarvia, cerimónia onde estará presente o ministro da Administração Interna.

O "Estudo de risco sísmico e de prevenção de tsunamis", da responsabilidade da Universidade do Algarve, arranca em Março e deverá prolongar-se por dois anos, durante os quais serão identificadas as zonas da região com maior risco de catástrofes naturais.

Na cerimónia de assinatura do protocolo no âmbito do Dia Mundial da Protecção Civil, cujas celebrações vão ser centralizadas em Faro, estarão presentes o ministro da Administração Interna, António Costa, e o secretário de Estado da Administração Interna, Ascenso Simões.

O protocolo será assinado pelo Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC), Área Metropolitana do Algarve, Universidade do Algarve, Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e o Instituto Superior Técnico (IST).

O Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa (UL), Faculdade de Ciências da UL e Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação (INETI) também participam na execução do estudo.

A cerimónia está marcada para 15h00, no complexo pedagógico da Universidade do Algarve, Campus da Penha, em Faro. (in OA)

28 fevereiro 2006

Certame “Algarve Convida”

O Algarve faz-se representar em Lisboa numa feira exclusivamente dedicada à promoção da região enquanto destino de férias. A feira de Turismo "Algarve Convida" está agendada para os próximos dias 8 e 9 de Abril e decorre no Pavilhão Atlântico, Parque das Nações.

Direccionado para o mercado interno, este evento inédito, promovido pela Região de Turismo do Algarve (RTA) em parceria com vários municípios, associações, agências de viagens, hotéis e outros equipamentos turísticos e de lazer algarvios, pretende dar a conhecer toda a oferta existente no Algarve e permite ainda a venda directa de férias no certame.

O evento vai contar com um espaço dedicado à gastronomia e animação tipicamente algarvia. A feira "Algarve Convida" decorre na Sala Tejo do Pavilhão Atlântico, das 11:00 às 23:00 horas, sábado, e das 11:00 às 21:00 horas, domingo. A entrada é gratuita. (in RS)

27 fevereiro 2006

Quaero: a resposta europeia ao Google

Portugal quer aderir ao projecto da França e Alemanha para a criação de um motor de busca que possa concorrer, primeiro, e superar, depois, o Google. Com esse objectivo em mente, os governos de Paris e Berlim estabeleceram diversas parcerias e estão mesmos dispostos a investir até um total de 2000 milhões de euros ao longo de cinco anos.

O Quaero foi impulsionado pelos governos da França e da Alemanha, depois de o presidente francês, Jacques Chirac, e do anterior chanceler alemão, Gerard Schroeder, concordarem com a necessidade de criar um motor de busca europeu com uma capacidade semelhante ou superior ao congénere norte-americano. A justificação então apresentada foi simples: a invisibilidade de tudo o que não esteja documentado ‘on-line’.

E Portugal? Irá associar-se ao projecto? Contactado pelo CM, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, que delegou a resposta na pessoa de Luís Magalhães, esclarece que há alguma indefinição quanto a um possível alargamento do projecto franco-germânico.

“Neste momento, há contactos no sentido de uma participação nacional que se pretende o mais ampla possível. No entanto, tal eventual participação não depende apenas da nossa vontade. Primeiro, é preciso perceber qual é a abertura dos parceiros a esta questão”, diz Luís Magalhães, esclarecendo que há várias empresas interessadas, pelo que Portugal ambiciona “uma comparticipação público-privada”.

A verdade é que o Quaero busca a inovação e essa procura visa a concorrência ao
Google. Nesse sentido, o projecto prevê a criação do primeiro motor de busca multimedia – englobando pesquisa de texto, áudio e vídeo, graças a uma aplicação que permite transcrever, indexar e traduzir documentos audiovisuais de forma automática – acessível a outras plataformas para lá do computador. Ou seja, telemóveis e televisores digitais.

Há, no entanto, outro ponto em que
Google e Quaero divergem, o qual, no fundo, representa a corrente social e política que rege cada território. É que se o Google nasceu, exclusivamente, da iniciativa privada, o Quaero tem por base a iniciativa pública.

O Quaero tem já o apoio de grandes empresas, como a France Télécom e a Deutsche Telekom, sendo que a Thomson e a Siemens também são mencionadas como interessadas em integrar o projecto. A verba a injectar por França e Alemanha, entre 1000 e 2000 milhões de euros, é um bom incentivo. (in CM)

22 fevereiro 2006

O Benfica venceu o Liverpool!

O Benfica venceu ontem os ingleses do Liverpool por 1-0, em jogo da primeira mão dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões de futebol, disputado no Estádio da Luz, em Lisboa.
O único golo da partida, que opôs o campeão português ao detentor do título europeu de clubes, foi apontado por Luisão, aos 83 minutos.
O encontro da segunda mão dos oitavos-de-final está agendado para 8 de Março em Anfield Road, na cidade de Liverpool.
Não é a minha cor de camisola, mas tudo o que seja para baixar a arrogância aos súbditos de sua majestade, é uma felicidade, os meus parabéns aos benfiquistas!

20 fevereiro 2006

Casa dos Rapazes apela à solidariedade

A Casa dos Rapazes de Faro apela à solidariedade de forma inédita: que os contribuintes atribuam 0,5% do valor liquidado no IRS aquela instituição de solidariedade social. Um gesto que não terá qualquer encargo para os doadores.
O Instituto D. Francisco Gomes, vulgarmente conhecido por Casa dos Rapazes, considera que tais donativos irão contribuir para o bem-estar dos menores a quem apoia.
Para tanto, basta que, ao preencher o modelo 3 – Anexo H (Benefícios Fiscais) da declaração de IRS, indique no Quadro 9, Campo 901, o NIPC (500868395) do Instituto D. Francisco Gomes no campo reservado para o efeito, e 0,5% do seu imposto liquidado será destinado pelo Estado à Casa dos Rapazes.
O Instituto D. Francisco Gomes foi registado oficialmente em Faro, no ano de 1944, sendo a única instituição particular de solidariedade social no género, em todo o Algarve.
Acolhe cerca de 60 jovens, do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 6 e os 18 anos, que frequentam, no exterior, escolas dos diversos ciclos de Ensino Básico e Secundário, de Faro.
Os menores que ali se encontram foram encaminhados pela Segurança Social ou pelo Tribunal de menores.
O Instituto sobrevive graças ao apoio financeiro que não tem carácter de regularidade de entidades oficiais como, Segurança Social, Câmaras Municipais, Juntas de Freguesias e pela quotização de sócios, donativos pessoais individuais e de empresas particulares.

17 fevereiro 2006

Portugal contraria crescimento turístico mundial

Perante um cenário de crescimento do turismo mundial, onde países como Espanha continuam a crescer, Portugal surge como a excepção. Apesar das apostas do sector hoteleiro, o crescimento é reduzido.
Dados avançados pela Organização Mundial de Turismo revelam um crescimento do turismo mundial, com uma subida de 5,5% em 2005, face ao ano anterior.
Países como a Espanha, que registou um novo recorde de turistas entrados no País, a Eslovénia e a Hungria, continuam a crescer no sector turístico, reafirmando o seu posicionamento enquanto destinos preferenciais na Europa.
Portugal, no entanto, contraria esta tendência. Apesar do aumento da procura de viagens por parte dos portugueses, este crescimento não apresenta números significativos, ficando o sector do lazer muito aquém das expectativas, alcançando o pior desempenho dos últimos anos.
A procura do nosso país enquanto destino de férias registou também o valor mais baixo dos últimos dois anos, sendo o grande motor dos operadores nacionais o sector empresarial.
A Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) defende no Balanço do Ano de 2005 que, apesar da pequena subida a nível das taxas de ocupação, o ano de 2005 se mostrou “pouco satisfatório”.
Segundo o Instituto de Turismo de Portugal, a tendência é que, com o aumento do número de camas nos últimos anos, se venham a verificar algumas dificuldades, nomeadamente na perda de competitividade de Portugal enquanto destino de eleição.
Países como o Reino Unido, Alemanha e França, que habitualmente procuravam o nosso de país como destino de eleição, acorrem agora cada vez mais a destinos concorrentes, como é o caso da vizinha Espanha.
Um dos sectores onde se tem vindo a registar uma maior afluência é no sector do golfe, onde o mercado algarvio marca uma importante presença.
Segundo o Balanço de 2005 feito pela AHETA, o golfe foi o subproduto turístico algarvio com melhores resultados. No entanto o mercado espanhol tem vindo a apostar também nesta área, lançando importantes acções concorrenciais.
Para aumentar a competitividade de Portugal enquanto destino turístico o Governo português pretende lançar em 2007 um sistema de incentivos para apoiar produtos estratégicos.
(in Observatório do Algarve)

16 fevereiro 2006

Algarvios casam-se cada vez menos

Segundo o artigo 1577 do Código Civil, o casamento é "um contrato celebrado entre duas pessoas de sexo diferente que pretendem constituir família mediante uma plena comunhão de vida". Porém, desde 1975 durante os últimos 30 anos, este "contrato" tem vindo a perder adeptos na região de ano para ano.
Analisando as estatísticas, verifica-se que os algarvios consideram que o casamento já não é uma instituição intocável. Por outro lado, encaram cada vez mais o divórcio como uma opção perante um matrimónio frustrado.
Segundo os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), relativos ao ano de 2004, realizaram-se na região do Algarve 1.592 casamentos, face aos 1.809 registados no ano anterior (menos 12 por cento). A tendência é ainda mais acentuada quando se compara este índice com o de há sete anos: o decréscimo de casamentos celebrados chega aos 29 por cento. Este número é o mais baixo de sempre verificado no Algarve nos últimos trinta anos, pois é a primeira vez neste período que os casamentos não ultrapassam a barreira dos 1.800.
As estatísticas mostram, assim, que o número de matrimónios celebrados tem vindo a diminuir significativamente no Algarve nos últimos anos. Segundo o INE, o Algarve é a região do país que lidera as separações conjugais, seguida de Lisboa e Vale do Tejo (45 divórcios por 100 casamentos), Alentejo (35), Açores (31), Madeira (28) e Norte (23).
(in Jornal do Algarve)